Qui, 22 de Outubro de 2015 16:12
Habacuque Villacorte / Assessoria de Imprensa
O vereador de Aracaju, Adriano Oliveira
(PSDB), o “Adriano Taxista”, ocupou a tribuna da Câmara Municipal, na
manhã de hoje (22), para defender o prefeito da capital, João Alves
Filho (DEM). O tucano disse que os problemas existem e que devem ser
enfrentados, mas lamentou que a oposição só saiba criticar o gestor.
Adriano lembrou que o País atravessa uma crise financeira grande, que
todos os prefeitos estão passando por dificuldades em suas
administrações e que a presidente Dilma Rousseff (PT) é a grande
responsável pelo descontrole fiscal que o País atravessa.
“Vejo algumas críticas feitas pela
oposição e chego a uma conclusão: criticam por criticar o prefeito João
Alves Filho! É verdade que existem problemas sim! E eles estão sendo
equacionados. Mas faltam recursos financeiros! Não existe uma prefeitura
em Sergipe que não esteja passando por dificuldades financeiras. Que
não esteja com dificuldades nesta crise. E por que seria diferente com
João Alves? A grande culpada disso tudo, a presidente Dilma Rousseff.
Ela e suas pedaladas passam ilesas! Eles nem falam nada dela. A
presidente faliu o País, enganou o povo para se reeleger, quebrou nossa
economia e somos motivo de chacota internacional. Já são mais de 9 mil
pais de famílias sergipanos desempregados. Isso eles não falam”,
criticou o tucano.
Em seguida, Adriano direcionou suas
críticas para a gestão anterior. “Foram seis anos do saudoso Marcelo
Déda (in memoriam) e seis anos do ex-prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB).
Como perguntar não ofende, qual a obra que marca a gestão de Edvaldo em
Aracaju? Antes eu me lembro que faltavam medicamentos nos postos de
saúde. Hoje esse problema está superado e algumas unidades já funcionam
em horário estendido, até às 20 horas”, disse, acrescentando que “o
sistema de transporte de Aracaju passou mais de 20 anos se ninguém meter
mão! O prefeito João Alves pôs um fim naquele quebra-quebra de ônibus
pelas ruas da cidade. Saíram as empresas VCA e São Cristóvão e foram
colocados em circulação mais de 200 ônibus novos”.
Mais adiante, Adriano falou da licitação
do transporte coletivo. “Licitação do transporte? Sabe por que ela não
sai? Porque o governo do Estado demorou uma eternidade para dar
encaminhamento ao consórcio que liga os quatro municípios da Grande
Aracaju. Pelo ex-prefeito Edvaldo, só seria feita a licitação em Aracaju
e, para ir ao Marcos Freire ou no Eduardo Gomes, por exemplo, a pessoa
teria que pagar duas passagens. Uma medida que só ia prejudicar o povão.
O projeto do consórcio já se encontra na Assembleia Legislativa, mas
não foi aprovado ainda porque o deputado estadual Zezinho Guimarães
(PMDB) está com uma proposta de emenda para que a Prefeitura de Aracaju
seja obrigada a indenizar aquela empresa que ficar de fora do consórcio.
Isso não existe!”, reclamou.
Bairro América
Adriano aproveitou para agradecer o
trabalho da Emsurb e da Emurb nas ruas do Bairro América e do Novo
Paraiso. “Estão fazendo o tapa-buraco, tudo está sendo limpo e pintado.
Até a grade de proteção da Igreja dos Capuchinhos está sendo reformada.
João Alves tem dificuldades financeiras, mas as coisas estão
acontecendo. A Saúde, por exemplo, melhorou bastante. Os terminais de
integração, em 12 anos, nunca foram reformados. Agora algumas medidas
foram feitas”. Em aparte, o vereador Agamenon Sobral (PP) acusou a
gestão anterior de “maquiar” os dados. “Fantasiaram com a história da
qualidade de vida, mas quando João assumiu só na Saúde a dívida era de
R$ 60 milhões; na Emurb mais R$ 5 milhões; a Educação com o Ideb lá em
baixo. Tudo maquiado!”.
Vinícius Porto
Adriano aproveitou seu discurso para
ficar solidário com o presidente da Câmara Municipal, vereador Vinícius
Porto (DEM). “Tenho certeza que o vereador Renilson Felix (DEM), foi
muito afoito e acabou machucando o presidente Vinícius Porto, homem
democrático. Quero ficar solidário porque o projeto em discussão, que
aumenta a multa para os veículos clandestinos que prestam o serviço
irregular de táxi, já está tramitando aqui na Casa desde o ano passado,
quando foi aprovado nas Comissões. O projeto apenas voltou a pauta de
votação. Não podemos legislar em defesa da ilegalidade, da
clandestinidade. Os taxistas já colocam 2.080 táxis a disposição da
sociedade”.