O vereador de Aracaju, Adriano Oliveira (PSDB), o “Adriano Taxista”,
ocupou a tribuna da Câmara Municipal nessa quarta-feira (16), para
repudiar a campanha desenvolvida pelas empresas Progresso e Tropical
para denegrir sua imagem através das redes sociais. O tucano aproveitou
para voltar a criticar a falta de ação do presidente do Sintra
(Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Aracaju),
Miguel Belarmino.
Adriano ficou solidário com os mais de
3,5 mil rodoviários que estão órfãos de um sindicato que lhes
represente. “Infelizmente esses trabalhadores penam por causa desse
sindicato pelego que não tem coragem de cobrar dos empresários. Para que
as pessoas tenham ideia, de 3,5 mil rodoviários, a atual diretoria foi
eleita por aclamação com apenas 87 assinaturas. Esse é um sindicato que
tem o apoio da categoria?”, questionou.
Em seguida, Adriano disse que os
trabalhadores da Progresso e Tropical há dois anos praticamente estão
sofrendo com os salários atrasados e que os empresários “armaram” uma
campanha contra ele nas redes sociais. “É puro desespero! Usar as redes
sociais para tentar confundir a mente dos trabalhadores, para tentar, de
uma maneira irresponsável, jogar os rodoviários contra o vereador
Adriano. Agora pagar os salários dos motoristas e cobradores, que estão
atrasados, eles não querem fazer!”.
Adriano Taxista avaliou como “covarde” a
tentativa dos empresários e garantiu que sua luta continuará. “O plano
de Saúde Hap Vida dos trabalhadores da Progresso e da Tropical está
suspenso, mas os descontos continuam ocorrendo! Além de não pagarem os
salários em dia, ainda não depositam regularmente o FGTS e o INSS dos
trabalhadores. Os antigos rodoviários da VCA estão sendo demitidos e o
Sintra segue em silêncio!”.
“A Procuradoria do Trabalho precisa
acordar, precisa agir! Querem que os rodoviários fiquem sem um
representante na CMA, estão incomodados. Jamais vou silenciar vendo o
‘rolo compressor’ massacrar os rodoviários. Enquanto eu estiver com
mandato, as empresas de ônibus e o Sintra vão ter que me engolir”,
encerrou Adriano Taxista.
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