Ao fazer seu discurso, Adriano Taxista disse que “quero ficar
solidário com a classe trabalhadora em meio a tanta violência e
insegurança. A população está assustada e os motoristas e cobradores já
não sabem o que fazer. Em 2014 todo foram registrados 750 assaltos a
ônibus. Em 2015, até agora, já chegamos aos 890! Isso é um debate
preocupante que requer a atenção dos colegas vereadores”, cobrou.
Em seguida, Adriano Taxista lembrou que os rodoviários reclamam
sempre pela ausência de operações policias de caráter preventivo para
inibir a ação dos marginais. “Antes, sempre nas saídas de Aracaju, seja
para o Eduardo Gomes, seja para Nossa Senhora do Socorro, sempre tinha
blitz, com abordagens nos ônibus. A empresa Atalaia Transportes, por
exemplo, obriga os cobradores a pagarem em casos de assaltos! Isso é um
absurdo, uma falta de respeito! Só no mês passado foram 14 arrastões
dentro dos ônibus da empresa”.
Adriano revelou que passou duas horas na área interna do Terminal
do Distrito Industrial de Aracaju (DIA) e ele não percebeu a presença da
Guarda Municipal. “Esse reforço na segurança é importante. Tem que
ficar fazendo rondas na área interna, fazendo abordagens, para inibir os
marginais. A gente apela ao comando da PM que reforce a segurança nos
terminais e nos ônibus. Temos que inibir esses índices de assaltos”,
disse, lamentando que uma jovem de 21 anos tenha sido assassinada,
dentro de um ônibus da capital, após mais um arrastão na manhã de ontem.
Progresso e Tropical
Adriano Taxista aproveitou para reconhecer, publicamente, que após
tantas cobranças, as empresas Progresso e Tropical honraram seus
compromissos com os rodoviários. “Havia um atraso nos salários e eles
pagaram. A gente critica para resolver o problema. Não é uma questão
pessoal. A quinzena já está pendente, mas nós vamos dar um crédito para
que as empresas regularizem essa situação o quanto antes. Nós só
cobramos os salários em dia”.
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